Enriquecer o diálogo em um espaço de acolhimento

O BALAIO MULHERES é um workshop de Comunicação Não Violenta. A diferença dele para outros cursos de CNV é que nosso foco está em facilitar o aprendizado e o uso prático de seus conceitos usando como base conteúdos feministas.

Acolhemos diversos tipos de opiniões, manifestações e expressões para promover diálogos facilitados que promovam o maior entendimento, empatia e humanização entre as pessoas.

Em toda busca por transformação social estrutural há conflitos, lutas e incômodos. As redes sociais e a popularização da internet geraram uma ponte de comunicação entre diferentes contextos e realidades, mulheres começaram a trocar experiências, identificar bandeiras e formas de lutar em comum, e também a se questionar. Termos como “empoderamento”, “feminismo interseccional” e “lugar de fala” se tornaram conhecidos. Ao mesmo tempo, movimentos contrários às lutas pela equidade de gênero e igualdade de direitos, inclusive liderados por mulheres, também ganharam força.

Mas como as pessoas estão, de fato, conversando? Até que ponto as discussões estão saudáveis?

Para a Comunicação Não Violenta, método sistematizado pelo psicólogo americano Marshall Rosenberg, toda violência é uma manifestação trágica de necessidades não atendidas. Ou seja, nosso comportamento é uma estratégia para defender e satisfazer nossas necessidades. 

A CNV ajuda a nos conectarmos com as nossas necessidades mais profundas e, a partir delas, elaborar estratégias alinhadas e coerentes ao nosso plano de ação no mundo. E o BALAIO é uma oportunidade para que mulheres interessadas em aprender CNV possam se encontrar para ganhar fôlego e disposição.

Como funciona
o BALAIO MULHERES?

Esse é um projeto desenvolvido por e para mulheres. Durante dois dias, as participantes vão trocar experiências, participar de debates mediados e observar a qualidade das discussões que acontecem nos dias de hoje. Os conceitos da CNV vão ser ensinados a partir de conteúdos feministas e temas como empatia, privilégios, lugar de fala e autenticidade também serão abordados. Será um espaço de acolhimento e troca.

Temas e estrutura dos encontros

  • A reflexão sobre dialogar com pessoas com pensamentos diferentes
  • A reflexão sobre a qualidade das discussões que estão acontecendo atualmente
  • Discussão sobre diferentes estratégias escolhidas por grupos feministas variados
  • A importância de aprender a escutar além dos julgamentos e estereótipos
  • O encontro de um lugar comum que nos une e nos potencializa como mulheres
  • Um caminho para o diálogo de qualidade entre movimentos sociais que se cruzam

DIA 1

Comunicação Não Violenta - o que é e como praticar?

Os princípios da CNV

As diferenças entre problemas complicados e problemas complexos

Empatia: o que é e como demonstrar

Necessidades e estratégias

Autenticidade: como criar limites saudáveis em nossas relações

DIA 2

Como a CNV e o feminismo se encontram?

Caminhada dos privilégios

Exercícios práticos de escuta

Lugar de Fala

Rodada de discussão com mediação das facilitadoras para que a CNV seja colocada em prática

Participe!

Esse é um espaço dedicado à diversidade. Assim, faremos uma seleção entre as inscritas para garantir a diversidade racial, de classe, de identidade de gênero e de atuações na sociedade. Mesmo que você não possa pagar o valor ideal sugerido, preencha o formulário,  pois iremos selecionar bolsistas e pessoas que podem pagar outros valores para o evento.

Para que seja possível criar um espaço de debate e acolhimento, vamos trabalhar com um grupo de no máximo 25 pessoas, que serão escolhidas de acordo com o parâmetro citado acima. Caso você não seja selecionada, seu nome permanecerá como prioridade para a segunda edição do evento.

Para participar, preencha o formulário de inscrição.

Quando:

aguarde, infos em breve

Onde:

aguarde, infos em breve

Quanto:

aguarde, infos em breve

25 vagas

FALE COM A GENTE:
 conexaobalaio@gmail.com

O que anda acontecendo?

Em um mundo cada vez mais polarizado, o que vemos acontecer são grupos elaborando estratégias para proteger aquilo que julgam essencial. Quando um grupo de pessoas é oprimido, ele busca estratégias distintas para atender a inúmeras necessidades que lhe foram negadas pela história, pela estrutura ou por outro indivíduo, como acontece no caso das mulheres dentro do patriarcado e do mundo cheio de desigualdades em que vivemos.

No entanto, muitas vezes essas estratégias resultam em brigas e conflitos, o que gera um desgaste tremendo. Muitas pessoas sentem falta de terem um espaço de acolhimento e escuta pelas batalhas que enfrentam.

No caso dos movimentos de mulheres, o diálogo que se abriu nas redes sociais com a popularização da internet gerou uma ponte de comunicação entre diferentes contextos e realidades. Mulheres começaram a trocar experiências, identificar bandeiras em comum e formas de lutar em conjunto, e também a se questionar.

No entanto, a velocidade com que as informações são expostas nas redes sociais acaba dificultando a checagem de veracidade e o aprofundamento necessário nesses diálogos. Essas falhas e ruídos na comunicação podem causar desentendimentos e impactar negativamente a luta por transformações estruturais na sociedade.

discussao

Saiba mais sobre o BALAIO

Esse é um projeto da PeaceFlow e do Instituto Tiê que visa criar ambientes para que diálogos difíceis possam acontecer de forma segura e eficiente entre grupos da sociedade civil.

Onde há ausência ou falha de comunicação, julgamentos e percepção de que a coexistência não é possível, há conflitos. Em um embate, os processos de desumanização do outro começam pela criação de estereótipos e estratégias para construção uma figura de inimigo, que estão aliados à uma sensação de ameaça e a ausência de uma ponte de comunicação e entendimento.

Desta forma, o BALAIO existe como contraponto a este processo, para ser enlace onde há desconexão, para ser ponte onde há abismo, para ser empatia onde há ódio. Para aproximar grupos que se enxergam como oponentes, para permitir que o espaço de diálogo aconteça.

O BALAIO acontece em dois momentos:

1

Capacitação dos grupos na essência da Comunicação Não Violenta

2

Facilitação de conversas a partir de temas trazidos pelo do grupo

Quem faz

Facilitadoras

Diana Bonar

Fundadora da PeaceFlow e do conceito do BALAIO como espaço de promoção de diálogos seguros e aproximação entre grupos distintos da sociedade. Idealizadora do BALAIO MULHERES após experiência com a equipe da Think Olga. Especialista em Transformação de Conflitos e Estudos da Paz pelo Centro de Paz do Rotary na Tailândia, Mestre em Mediação de Conflitos. Coordena a área de treinamento e conteúdo da Organização Internacional de prevenção de violência Luta pela Paz, possui 8 anos de experiência na facilitação de metodologias de construção de paz. Já facilitou o aprendizado de CNV para um público diverso que inclui comunidades de base comunitárias, Escolas em zonas conflagradas, organizações internacionais, Universidades, organizações do terceiro setor, empresas e a Polícia. Faz parte da Rede Global GSMP de empoderamento feminino, é Peace Fellow do Rotary International e Coordena a Aliança Global da Luta pela Paz a nível nacional. Faz parte do Coletivo CNV Brasil.

Carolina Nalon

Fundadora do Instituto Tiê, é coach especialista em Comunicação Não Violenta. Idealizadora dos projetos Workshop para Inquietos e Caminho da Comunicação Autêntica, tem como foco de seu trabalho a discussão de temas como compaixão, empatia, diversidade e privilégios. Já prestou consultorias para empresas como Pfizer, Natura, Bayer, GOL, USP, Ministério do Meio Ambiente. Em 2016, foi convidada para palestrar sobre empatia no TEDx PedradoPenedo, em Vitória (ES), onde contou um pouco sobre o que a levou a trabalhar com Comunicação Não Violenta. Faz parte do Coletivo CNV Brasil.

Carol Duarte

Socióloga e mestre em educação com foco nas desigualdades raciais e educacionais no Brasil. Atua há 15 anos como gestora de projetos sociais em áreas conflagradas e de vulnerabilidade social na cidade do Rio de Janeiro. Trabalhou como facilitadora do curso de mediação de conflitos escolares para alunos do ensino fundamental. Atualmente, coordena projetos sociais com foco no desenvolvimento econômico e social de mulheres em situação de vulnerabilidade social.

Conteúdo e Comunicação

Gabriela Borges

Jornalista e mestra em antropologia social especializada em gênero, diversidade e direitos humanos. É consultora em estratégia para produção e distribuição de conteúdo, criadora da Mina de HQ, projeto de pesquisa sobre representações de gênero nas histórias em quadrinhos e divulgação de HQs feitas por mulheres, pessoas trans e não binárias. Foi correspondente internacional do SBT na Argentina, analista de comunicação da Embaixada de Angola em Buenos Aires, sócia-diretora de conteúdo da Agência Pulso e coordenadora de mídias digitais da Trip Editora. Já trabalhou com marcas como Natura, Kimberly-Clark, Daslu, Brasil Foods, Pão de Açúcar, Dufry World e Gol Linhas Aéreas.

Informações para a imprensa: conexaobalaio@gmail.com

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